Notícia - Música

Compartilhar:

CypherLab de Maringá contará com Sandrão RZO e Badsista

Para quem acompanha a cena do rap nacional e mundial, o nome Cypher provavelmente não é estranho. Atualmente, a palavra é utilizada para denominar vídeos em que diversos produtores se unem para realizar uma obra audiovisual, desde sua concepção musical, estética e ideológica, até um vídeo de alto impacto.



Via Divulgação

Esse é um dos principais objetivos do projeto CypherLab, de Maringá. Vinte MCs da cidade e região serão selecionados para rimar em cima de quatro beats produzidos por DJ Cia, Badsista, DJ Coala e DJ Skeeter. Além disso, os MCs locais contarão com a experiência de Sandrão RZO, Clara Lima, Inglês e Slim Rimografia, de quem serão coautores. Quatro músicas serão produzidas no fim do projeto, acompanhadas de quatro vídeos, produzido por Jean Furquim, videomaker também reconhecido nacionalmente no cenário hip hop.




“O objetivo principal é juntar pessoas com reconhecimento nacional com pessoas que estão começando, para que isso sirva como uma alavanca para esses novos artistas de Maringá e região. Queremos realizar esse intercâmbio entre MCs, além da oportunidade de poder rimar com o beat dos quatro beatmakers convidados. Vamos projetar a cena do rap de Maringá e região para fora”, explica a organização.

A seletiva foi aberta na quinta-feira (21), às 15h, e a inscrição pode ser feita até o dia 10 de março, às 23h59. Para participar, basta preencher o Formulário Online - link no Facebook e Instagram do projeto - e enviar um vídeo, de até um minuto, e 100 MB, gravado do celular, ou câmera, cantando uma letra própria em cima de um dos quatro instrumentais disponíveis. Dentro do formulário, há um link para upload do material gravado pelo candidato.

A palavra Chypher, como já dito, é utilizada para denominar a reunião de artistas na produção de uma obra audiovisual. Mas, além dos quatro vídeos produzidos no CypherLab, a Fenda Produtora vai acompanhar as gravações, no estúdio e nas ruas de Maringá – nos locais onde serão gravados os vídeos –, e produzirá um webdocumentário sobre o projeto.


SELEÇÃO
Os quatro beats já estão prontos e serão nomeados, no formulário, como BEAT 1, BEAT 2, BEAT 3 e BEAT 4. O MC participante deve escolher aquele que mais lhe agrada ou aquele com o qual se sinta melhor para rimar. Cada uma dessas bases já está relacionada a um MC convidado (Sandrão RZO, Clara Lima, Inglês e Slim Rimografia), mas essas relações serão divulgadas apenas no dia do resultado da seletiva, 15 de março, nas redes sociais do projeto.

Inicialmente, serão 30 vagas para cada faixa. Do total de inscritos, 15 serão selecionados por uma banca formada pelo beatmaker e MC Maitê e o MC Thales Uzi, que terão cinco critérios como base de avaliação dos vídeos: Flow, Dicção, Mensagem, Originalidade e Criatividade. Desses 15 pré-selecionados, os MCs convidados selecionarão os cinco candidatos finais, utilizando os mesmos critérios da fase anterior, além da afinidade. Afinal, será com esses cinco artistas que ele gravará uma música e um clipe.


Os selecionados também participarão de um laboratório de criação com os MCs. Todos os processos de laboratório e produção audiovisual serão realizados nas seguintes datas: BEAT 01, 2 e 3 de abril de 2019; BEAT 02, 9 e 10 de abril de 2019; BEAT 03, 26 e 27 de março de 2019, e BEAT 04, 19 e 20 de março de 2019. A inscrição é aberta para todas as idades, mas, caso um candidato menor de idade seja selecionado, será preciso apresentar autorização dos pais ou responsáveis. A lista de cidades que podem participar da seletiva está no regulamento da inscrição.


CYPHER
Esse termo tem raízes nos Estados Unidos da América, em meados dos anos 1960, a partir da influência de um grupo afro-religioso denominado Five Percents (5%ers), do Harlem (NY). Cypher era usado para representar o número zero, dentro de um sistema de códigos que eles chamavam de Matemática Suprema: 1 - Conhecimento; 2 - Sabedoria; 3 - Entendimento; 4 - Cultura/Liberdade; 5 - Poder / Refinamento; 6 - Igualdade; 7 - Deus; 8 - Construir / Destruir; 9 - Nascimento e 0 - Cypher. Nesse código, zero representa a plenitude do círculo, união entre conhecimento, sabedoria e entendimento. O zero representa também nosso círculo pessoal de influência, as coisas sobre as quais temos controle.



Atualmente, as produções audiovisuais assim denominadas estão passando por uma crescente onda de popularização nas plataformas digitais, alcançando centenas de milhares de pessoas, como as obras Favela Vive 1” e Favela Vive 2”, gravadas na favela da Rocinha, que juntas somam mais de 50 milhões de visualizações no YouTube. Ou Reza Sincera”, com 56 milhões, e The Cypher Defect”, com Costa Gold e Damassaclan, com mais de 60 milhões de plays na rede.

Independente da origem, no rap, Cypher tem como objetivo reunir MCs, sejam integrantes de grupos ou artistas solos, para rimas inéditas e com um DJ responsável pelo beat. Aproxima-se mais do freestyle do que do rap elaborado e construído sobre uma batida produzida em estúdio.

Este projeto é contemplado pelo Prêmio Aniceto Matti, da Prefeitura Municipal de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semuc).



Postado por: Enjoy Maringá