Como Timothée Chalamet foi de queridinho de Hollywood a alvo de crítica em menos de 10 dias
Após afirmar que balé e ópera seriam “formas de arte em declínio”, Chalamet pode ter perdido o favoritismo na corrida para o Oscar
Após uma temporada intensa de divulgação de Marty Supreme, uma fala de Timothée Chalamet em um evento da revista Variety, em parceria com a CNN, pode ter abalado o favoritismo do ator. Ele afirmou que “ninguém se importava com o balé e a ópera”, definindo as duas linguagens como “formas de arte em declínio e desconectadas da realidade atual”.
O comentário provocou críticas de diferentes artistas, entre elas a rapper Doja Cat. “Se você entrar em um teatro para assistir a uma ópera agora, os assentos estarão ocupados e ninguém vai dizer uma palavra em voz alta durante a apresentação, porque todo mundo tem muito respeito nesses lugares”, disse.
Outra artista que se pronunciou foi Karla Sofía Gascón, protagonista de Emilia Pérez. A atriz também foi alvo de críticas na última edição do Oscar. Em uma publicação nos stories do Instagram, Karla compartilhou um meme que simulava uma conversa entre sua personagem no longa e o protagonista interpretado por Chalamet em Marty Supreme.
Na montagem, o personagem do ator pergunta: “Oi, Karla. Você acha que vão me fazer passar pelo tapete vermelho do Oscar?”. A resposta da atriz veio em tom sarcástico: “Você é uma mulher trans? Então não se preocupe com isso, Tim”.
Ela também escreveu: “Além disso, adoro sapatilhas de balé e já assisti a O Fantasma da Ópera dez vezes. Não sei se isso conta para alguma coisa. Boa sorte com os prêmios”.
Como o Oscar também envolve uma forte campanha de bastidores, o episódio pode ter afetado as chances de Chalamet na categoria de Melhor Ator. O crítico Clayton Davis, da revista Variety, afirmou que o favoritismo do ator “praticamente evaporou”.
Na disputa pelo prêmio também estão o brasileiro Wagner Moura, estrela de O Agente Secreto, Leonardo DiCaprio, com Uma Batalha Após a Outra, e Michael B. Jordan, protagonista de Pecadores.