Lugares com empreendedores LGBTQIAPN+ para você conhecer em Maringá

No Dia do Orgulho, separamos alguns empreendedores da cidade que fazem a diferença

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O dia 28 de junho é o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+. Uma data que existe não por acaso, mas como resultado de décadas de luta, resistência e conquistas de pessoas que escolheram,  e escolhem todos os dias, viver com autenticidade num mundo que nem sempre facilita esse caminho.

E em Maringá, essa luta tem rosto, tem nome e tem endereço. A Enjoy Maringá foi atrás de empreendedores LGBTQIAPN+ da cidade, pessoas que além de viver com orgulho quem são, constroem negócios, geram empregos e criam espaços de acolhimento para toda a comunidade.! 

Porque empreender sendo você mesmo, sem abrir mão da sua identidade, é um ato de coragem que merece ser celebrado muito além do mês do orgulho. Essas são as histórias de quem segue na luta todos os dias. 💚

David Pereira Silva, da Doces Cacau: "Crescer com identidade própria é o que mais me orgulha"

Empreender exige coragem. Empreender sendo quem você é, sem abrir mão da sua identidade, exige ainda mais. É exatamente isso que David Pereira Silva, fundador da Doces Cacau, faz todos os dias em Maringá.

Para David, ser um empreendedor LGBTQIAPN+ vai muito além de gerir um negócio. É um processo de construção diária, que envolve autenticidade e a disposição de conquistar respeito e espaço sem se moldar às expectativas alheias. "O que mais me orgulha é ver a Doces Cacau crescer com identidade própria e acolher pessoas através do meu trabalho", conta.

Ser um empreendedor LGBTQIAPN+ em Maringá é um processo de construção diária, que envolve coragem e autenticidade. Os maiores desafios foram conquistar respeito e espaço sendo quem eu sou, sem precisar me moldar. O que mais me orgulha é ver a Doces Cacau crescer com identidade própria e acolher pessoas através do meu trabalho.

Nesse caminho, ter ao meu lado o meu sócio Leandro Jorge tem sido fundamental — sua parceria, apoio e visão fazem parte de cada conquista e do fortalecimento da nossa marca.

Sobre Maringá, David reconhece os avanços, especialmente em visibilidade e diálogo, mas é honesto sobre o que ainda precisa mudar. Para ele, a cidade precisa de mais respeito no cotidiano, mais oportunidades iguais e, principalmente, de ambientes verdadeiramente seguros. "Mais espaços onde a comunidade possa existir sem medo", resume.

📍Av. Rio Branco, 55 

 📞(44) 3346-6182 

📱https://www.instagram.com/docescacau.cafe/ 

 

Paulo Campi e Carlos Tostes, da Vaca Louca: "Ter um espaço onde podemos ser quem somos sem medo — essa sempre foi a ideia"

Quinze anos. É o tempo que Paulo Campi e Carlos Tostes estão à frente da Vaca Louca, construindo em Maringá um espaço que vai muito além de um restaurante vegano. É um lugar de identidade, de acolhimento e de resistência.

Mas chegar até aqui não foi simples. Ser empreendedor LGBTQIAPN+ num espaço que une veganismo e diversidade significa, muitas vezes, existir fora da bolha do que é considerado "comum" e isso tem um preço. Paulo e Carlos já foram alvo de haters, tanto nas redes quanto pessoalmente. Alguns clientes chegam curiosos e ficam. Outros não voltam. "Por não aceitarem a ideia de como e quem somos", contam, sem rodeios.

Mesmo assim, o orgulho fala mais alto. Em 15 anos, conquistaram muito mais do que clientes fiéis, conquistaram pessoas que abraçaram não só a alimentação, mas a ideologia de vida que está por trás de cada prato. Para eles, o veganismo não é só dieta: é uma luta de libertação animal e humana.

Desde o início, a proposta da Vaca Louca foi clara: ser um espaço seguro para todas as pessoas, especialmente as minorias. "Um canto onde podemos ser quem somos sem medo de nos esconder", definem. Um lugar onde a diversidade não é tolerada, ela é celebrada.

Sobre o Brasil e Maringá, Paulo e Carlos reconhecem avanços lentos, mas são diretos sobre o que ainda precisa mudar urgentemente. O país segue no ranking de violência contra pessoas LGBTQIAPN+. Falta educação nas escolas, inclusão no mercado de trabalho e, acima de tudo, acolhimento familiar, porque o número de suicídios entre jovens LGBTQIAPN+ ainda é enorme, alimentado pela rejeição de famílias guiadas por religiões que, nas palavras deles, "ao invés de pregar o amor, pregam o ódio."

No Dia do Orgulho, a Vaca Louca segue de portas abertas, como sempre esteve. Porque orgulho, pra Paulo e Carlos, não é tema de um mês. É a razão de existir de tudo que construíram. 🏳️‍🌈

📍Av. Cerro Azul, 228 

 📞(44) 3346-4178

📱https://www.instagram.com/vacaloucacafevegano/ 

Michael Tamura, do Café Tamura e VQV Eventos: "É possível ser quem você é, empreender com excelência e contribuir para sua cidade"

Michael Tamura não ocupa apenas um espaço em Maringá, ele ocupa vários. À frente do Café Tamura e da VQV Eventos, e ainda como presidente do Visite Maringá e do Conselho Municipal de Turismo, Michael é um dos nomes mais presentes nas decisões que moldam o futuro da cidade. E faz tudo isso sendo abertamente quem é.

Mas o caminho até aqui exigiu enfrentar algo que vai além dos desafios comuns de qualquer empreendedor: a falta de representatividade. Quando começou, não havia muitas referências de pessoas LGBTQIAPN+ ocupando posições de liderança no mercado local. A dúvida sobre como sua identidade seria recebida por clientes, fornecedores e parceiros era real  e, em alguma medida, ainda existe. "Hoje o público quer saber quem está por trás de uma marca. Dar a cara a tapa não é mais uma opção, é uma exigência", reflete.

Foi exatamente isso que Michael fez. E o resultado são negócios sólidos, reconhecidos e referenciados em Maringá. Mais do que isso, são cadeiras ocupadas nas mesas onde as decisões sobre a cidade são tomadas — com perspectivas LGBTQIAPN+ presentes, mesmo que de forma silenciosa. "A maior satisfação é mostrar para outros jovens da comunidade que é possível ser quem você é e contribuir significativamente para sua cidade", diz.

No Café Tamura, esse compromisso tem nome: respeito. Um valor que, ali, não é parede decorativa, é política. A equipe é miscigenada, heterogênea, diversa em idade, gênero, raça e orientação sexual. Inclusão que começa de dentro.

Sobre Maringá, Michael é equilibrado mas honesto. Reconhece os avanços, mais visibilidade, eventos consolidados, uma geração mais jovem crescendo com menos preconceitos naturalizados. Mas aponta sem hesitar o que ainda falta: políticas públicas efetivas contra crimes de ódio, mais vozes LGBTQIAPN+ na política e, principalmente, uma cultura que vá além da tolerância. "Não basta tolerar. Precisamos de respeito e celebração das diferenças como riqueza,  não como critério de distinção", afirma.

No Dia do Orgulho, Michael Tamura segue pressionando por mudanças nos ambientes onde tem poder de fala. Porque para ele, inclusão não é pauta de junho,  é trabalho contínuo, compromisso diário e, acima de tudo, legado. 🏳️‍🌈

📍R. Rodrigo Silva, 140  

 📞(44) 3026-5168 

📱https://www.instagram.com/cafetamura/?hl=pt 

Atari Bar

“Muitas marcas aproveitam datas de visibilidade para se promover. Por aqui, o compromisso vai além de um mês no calendário.”

De acordo com Tati e Gimena Dipp, a luta contra o preconceito acontece todos os dias, assim como a defesa do respeito, da diversidade e do direito de cada pessoa ser quem é. “Seguimos firmes nessa caminhada e somos gratos a todos os clientes, amigos e parceiros que fortalecem essa causa junto com a gente.” 

📍 Av. Prudente de Morais, 925 📞 (44) 3040-4185 📱 @ataribarmaringa

Hoje a casinha tá On!! A partir das 18h 💜

Enjoy Maringá

“Poder ocupar espaços na mídia e ser uma pessoa pública sem medo de ser quem eu sou, é uma conquista que não podemos esquecer de pessoas que lutaram ou morreram por isso no passado. Sinto orgulho e sei do meu privilégio de estar onde eu estou hoje.”

Nena, fundadora e diretora da Enjoy Maringá, Enjoy Maker Agency e Festival do Cachorrão de Maringá desde sempre  se mostrou original em suas criações e se destacou na sociedade maringaense pela originalidade, representatividade e orgulho de ser quem é.
 
📍 Av. Cerro Azul, 1335  📞 (44) 3226-6712 📱 @nenasme

 

O apoio deve ser diário, não só no mês do orgulho! E você, conhece outros locais com empreendedores LGBTQIAPN+? Conta pra gente!